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Mad Max: Estrada da Fúria

16/05/2015

MADMAXFURY

Mad Max: Estrada da Fúria – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Cromado! Brilhante! O futuro dos futuros distópicos! O retorno triunfal de George Miller, e… vá lá, Max Rockatansky! Quem imaginaria que o revival de uma franquia adormecida há 30 anos (!) ainda pudesse render um filme tão energético, com tanto a mostrar, e não apenas um ranço revitalizado pelo poder da nostalgia. Não vou perder tempo com sinopse, porque sejamos sinceros, não há história: é simplesmente ponto A ao ponto B e depois… surpresa! O forte do filme é orquestrar suas perseguições automobilísticas nas planícies cada vez mais desoladas do futuro distópico escasso de gasolina e água (cada vez mais profético!), e com seus veículos audaciosamente malucos, uma espécie de Hot Wheels customizados do inferno! E que ação, meu amigo… que ação! O diretor Miller não se rende às convenções videoclípticas dos filminhos modernos, cortes rápidos e o escambau, e ao invés disso, filma tudo como se fosse 1985, planos longos, filmagem acelerada, cores saturadas… para delírio dos fãs das antigas, e grata surpresa dos novos. O ritmo do filme é insano, implacável, como o próprio cenário que descreve. Uma obra de arte caótica, não tenho medo de dizer. É como se George Miller tivesse visto todos os filmes passados em cenários desolados feitos desde seus “Mad Maxes”, e dissesse: “Pessoal, obrigado pelas homenagens, fico lisonjeado… mas é ASSIM que se faz, ó!” Que vitalidade! Que forma desse cara! E pensar que é o mesmo diretor de “Babe – O Porquinho Atrapalhado”! Insano, insano… E Tom Hardy, como Max? Bom, vamos lá… o personagem original de Mel Gibson já não era um poço de simpatia, além de ser caladão, demonstrar as coisas mais pelo olhar, pelas ações. E isso Hardy faz bem, inclusive dando a entender que seu Max foi ficando até mais Mad ao longo dos anos, com grunhidos e rosnados ao falar. Mais pro fim, ele amolece um pouco, mas não compromete. Agora, por pouco o filme não se chamava Mad Charlize, pois ela rouba bem a cena, com sua Imperatriz Furiosa, a pessoa que dá partida à trama. Não me entenda mal, é uma grande personagem, talvez uma das melhores que a atriz já fez, mas ela tem tempo até demais de tela, o que ocasionalmente faz Max parecer coadjuvante em seu próprio filme. Um pouco incômodo, mas não chega a se tornar um problema, em minha opinião. No fim, é um filmaço, desafiador, e mais uma vez, o crédito é de Miller, por ir totalmente contra o sistema hollywoodiano: Não se leva super-astros de Hollywood para fazer um filme durante anos nos desertos da Namíbia, usando efeitos práticos e explodindo veículos de verdade… mas foi exatamente isso que ele fez! E o resultado é algo totalmente autêntico, visceral, e infelizmente, muito em falta no cinema atual. Mas que bom que ele existe, pois ao menos fica sendo a bela exceção em um mundo de regras enfadonhas.

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