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O Protetor

20/06/2015

equalizer

O Protetor – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Denzel é o mais recente membro do “clube dos coroas durões” de Hollywood. Atores celebrados como Liam Neeson e Sam Penn, que depois de anos estabelecendo suas carreiras como atores ditos sérios, agora fazem filme de ação atrás de filme de ação. E que bom, porque trazem todo seu pedigree para papéis que, na mão de um fortão qualquer, poderiam render filmes genéricos e esquecíveis. Pois bem, o que é esse “O Protetor”? Denzel é o cara que trabalha numa loja de construção, é disciplinado e gentil com seus colegas e pessoas aleatórias na lanchonete que frequenta. Uma dessas pessoas é a jovem Teri (Chloë Grace “Hit Girl” Moretz, bem crescidinha), que está em apuros com a máfia russa. Não demora muito para percebermos que Robert, seu personagem, é mais do que um membro do proletariado, e sim um sujeito com quem você não quer mexer. E na maior sacada do filme, na minha opinião, ele é mantido em total suspense. Mesmo quando é revelado seu passado, não nos é revelado completamente quem ele é. Por que no fim, não importa. Ele é o “Equalizador” do título original: não aceita que pessoas com mais poder abusem das pessoas com menos. E usará suas singulares habilidades para garantir o equilíbrio. Isso até entrar em cena “Teddy (Marton Csokas)”, um russo de dar medo, com habilidades tão ou mais singulares que as de Robert. O resultado? Um filme de ação estiloso, contemplativo, de desenvolvimento lento, com estudo de personagens, por vezes um pouco ingênuo e fantasioso em sua visão de mundo. Mas não se engane, meu amigo: quando a quebradeira começa, ela vem nervosa! E Denzel nos concede seu personagem mais Bad-Ass desde “O Livro de Eli (o que, se você viu aquele filme, sabe que é dizer muito)”. Pode-se dizer que o diretor Antoine Fuqua, de “Dia de Treinamento”, conseguiu unir o melhor de vários mundos (ou gêneros cinematográficos) nesse pacote. Um pequeno milagre do cinema contemporâneo. Claro que já querem fazer uma continuação, então ainda dá pra estragar. Mas contamos com Robert pra dar uma “equalizada” na situação. Aprende com o cara, Pitty.

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