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Chappie

24/01/2016

chappie

Chappie – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Olha, serei sincero: ao ver o trailer de “Chappie”, pensei: “Putz, esse é o filme que vai me fazer enjoar de Neill Blomkamp.” Pensei isso porque a prévia dava a entender que o diretor voltaria a explorar temas familiares a suas outras obras, como: vida em guetos, conflito entre classes sociais, maquinário militar, e por aí vai. Mas ele ainda era o cara que nos deu “Distrito 9” e “Elysium” (e se tudo der certo, “Alien” num futuro próximo), então merecia ao menos um voto de confiança. Fico feliz em dizer que Chappie deixa sua marca positivamente. Tudo começa como uma versão mais audaz de Robocop (observa e aprende, Padilha), com dois engenheiros rivais trabalhando na mesma empresa em projetos diferentes de robôs policiais. Os engenheiros são interpretados por Dev “Quem Quer Ser Um Milionário” Patel, e Hugh “Wolverine” Jackman, esse último fazendo um vilão de desenho animado, caricato e genial. Depois, quando um dos robôs serve de cobaia para o desenvolvimento de Inteligência Artificial, a coisa vira mais pro lado de “Um Robô em Curto Circuito”. Quando os paralelos começam a ficar desconfortáveis demais (nem mencionarei o design do robô. Fãs de anime reconhecerão o Briareos, de “Appleseed” no ato), o filme dá uma reviravolta e começa a virar sua própria obra. O crédito principal aqui cabe a Sharlto Copley, colaborador também habitual do diretor, que interpreta Chappie via captura de movimentos, e mais que isso, dá vida mesmo ao robô. Ele torna fascinante acompanhar mais uma manjada história de amadurecimento de uma nova criatura, e nos cativa desde a “infância” de Chappie, até a perda da inocência. Tudo pontuado por suas sinceras e pertinentes observações sobre um mundo louco. Mais ainda, Blomkamp é tão genial, que ele nos faz sentir empatia por personagens sem nenhuma qualidade, e que pensávamos além de qualquer redenção. Desnecessário comentar os efeitos visuais que dão vida a Chappie, fantásticos. Para todos os efeitos, é um robô de verdade que está ali. Então fica nisso: toleramos mais um épico sul-africano com crítica social, e em troca, ganhamos um protagonista super-carismático que faz valer o tempo. Mas da próxima vez, Sr. Blomkamp, eu gostaria de ver algo novo. Surpreendente. Como foi com Distrito 9 quando o vimos em 2009. Ficamos no aguardo.

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