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Independence Day: O Ressurgimento

27/06/2016

ID42

Independence Day: O Ressurgimento – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

O “Independence Day” original foi lançado há 20 anos, e era uma homenagem aos filmes-evento paranóicos dos anos 50, à la “O Dia em que a Terra Parou” e “Guerra dos Mundos” e reunia a diversão descompromissada (e batalhas aéreas) de “Star Wars”. Desde que o filme foi lançado, se fala de uma continuação, que acabava que nunca se materializava. Até que enfim, o dia chegou. Mas sobre o que seria uma continuação de ID4? Não dá pra fazer o mesmo filme esperando que as novas plateias não tenham visto o original. Não dá pra capturar o senso de mistério do original, pois já “conhecemos” os alienígenas invasores. Então o quê? Bem, o filme é bem esperto nessa parte, pois embora haja homenagens ao filme original em várias cenas, ele tenta também desbravar território novo. Vemos, como em 20 anos, utilizamos a tecnologia de nossos invasores para melhorar o nosso planeta e viver em paz mundial. Vemos também o legado da invasão em outros países que não tínhamos visto da outra vez. E ainda há espaço para jogar um elemento totalmente novo (para essa franquia) que planta a semente da curiosidade para o futuro. Isso tudo é muito interessante, e para ser honesto, gostaria que esses aspectos fossem mais explorados, mas são apenas mencionados de passagem. Dá pra ver que o filme quer mesmo é seguir a cartilha da ação e aventura. O que tá bom, também. Os novos rostos da franquia, liderado pelo irmão-do-Thor Liam Hemsworth não fazem feio, mas é o elenco original que queremos mesmo ver, Jeff Goldblum e cia, e eles estão de volta pra valer, e é ótimo ver onde seus personagens estão depois de tanto tempo. Os efeitos, claro, melhoraram demais também, e é bom ver os mesmos aliens do filme original agora botando pra quebrar com CGI de qualidade. O que não funciona? Bom, como já disse, não dá pra capturar o mistério do filme original, então eles nem tentam. A consequência é que as cenas de invasão, que antes eram a principal atração, agora são comandadas com uma burocracia chocante. Tipo, “vamos fazer logo e tirar isso do caminho”. Outro problema é que, se no filme original havia uma austeridade e seriedade em relação à destruição e mortes. Já aqui o impacto é ZERO! Sério, sem spoilers, mas perdemos personagens importantes ao longo do caminho, e ninguém parece estar nem aí! Emoção nenhuma. Fiquei chocado… já senti mais por personagens abatidos em jogos de videogame. A música também não traz aquele temor do filme original, e parece mais uma composição genérica de algum filme dos Transformers. Bom, o que sobra então ao sair da sala? Ótimo entretenimento, estilo videogame, desenvolvimento de personagens que faz jus às suas jornadas originais (menos a de Will Smith, que piada sem graça a explicação de seu destino no filme) e ideias interessantes mas que acabam pouco exploradas. O filme tem um fechamento, mas deixa espaço para continuações se os criadores quiserem. Eu topo. Não vou ficar sentado, esperando pelos próximos 20 anos, mas topo.

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