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Cry-Baby

28/11/2016

crybaby

Cry-Baby – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Cry-Baby: um filme cult de 1990 estrelado por Johnny Depp, retratando a cena dos greasers contra os preppies, embalado por puro e bom rock n’ roll. Uma homenagem aos filmes de Elvis Presley, sucesso com os jovens nos anos 50. Isso tudo a internet pode te dizer sobre o filme. O que ela não pode te dizer, e nem te preparar, é pra insanidade que é esse filme! Tranquilamente o mais maluco que vi nos últimos tempos. OK, tudo o que a sinopse acima promete está lá: as gangues e seus respectivos figurinos de época, os carrões envenenados, angústia juvenil e muito rock n’ roll, com um número musical a cada 10 minutos. Até aí, tudo normal. Mas o lance é que o filme parece ter sido dirigido por uma pessoa totalmente desequilibrada e/ou sob efeito de entorpecentes. Surgem cenas completamente nonsense e inacreditáveis, os personagens parecem todos ter fugido de um manicômio, e tem coisas que precisam ser vistas para se acreditar. Pensa no filho bastardo de Baz Luhrmann com o Quentin Tarantino de “Kill Bill”, com uma pitada de Monty Python, e você começa a conceber um pouco do nível da coisa. Ao longo do filme eu fui de “Ah, é tipo Grease só que divertido” pra “OK, isso é meio perturbador”, terminando com “Johnny Depp, o que você fez?!”. Sério, mesmo correndo o risco de dar spoilers, apesar do que não é um filme que reserva grandes surpresas na história, vou dar um resumo da cena final: Crybaby, personagem de Depp, resolve tirar a limpo suas desavenças com seu rival jogando “chicken”, aquele jogo em que dois carros vão de encontro um ao outro, e o primeiro que desviar perde. Só que os dois vão segurando no teto de seu respectivo carro. No carro de Depp, comandado por ninguém menos que Iggy Pop, está sua irmã grávida (que dá a luz lá mesmo a um bebê perfeitamente limpinho), no carro do rival, a avó da amada de Depp, feita refém pelo playboyzinho rival, e ao mesmo tempo, a gatinha que está sendo disputada pelos dois está na garupa de uma moto indo na direção do desastre. Você não vai acreditar como a cena (e consequentemente o filme) termina. Fiquei boquiaberto diante do sofá durante todos os créditos finais. Resumindo, um bom indício do estranho rumo que a carreira de Johnny Depp seguiria. Esse é um filme que não posso, em sã consciência, indicar a ninguém que esteja em sã consciência. Mas quem sabe num dia, aquele dia em que não tiver nada no Netflix, você se lembrar de que adora o Johnny Depp e rock dos anos 50, e estiver a fim de um pouco de humor (negro) involuntário. Talvez nesse dia, resolva dar uma chance a Cry-Baby. E nesse dia, ficarei aguardando curioso o seu comentário.


lado-zLado Z é nossa seção onde apresentamos os filmes que são cult e/ou alternativos demais para se assistir com a sua mãe, mostrar pro seu professor, ou admitir pros seus amigos que assiste. E talvez por isso mesmo é que você deva fazê-lo. Compartilhe pérolas.

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