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Mulher Maravilha

03/06/2017

WW

Mulher Maravilha – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Esse tinha expectativa, ô se tinha: o primeiro grande filme baseado em HQs liderado por uma personagem feminina, dirigido por uma mulher (Patty Jenkins, do premiado “Monster”) e o primeiro filme da DC depois dos criticados Batman X Superman (na verdade, um bom filme) e Esquadrão Suicida (esse, ruim mesmo). Então, como a mulher mais poderosa das HQs se sai em seu próprio filme? Muito bem, na verdade: o filme conta a origem de Diana, princesa amazona da ilha de Themyscira, que após resgatar o piloto Steve Trevor, volta com ele para o mundo dos homens e testemunha os horrores que inflingimos um ao outro. Claro que, com seu forte senso de honra e justiça, ela não pretende ficar parada frente a tanta brutalidade. Para essa história, os produtores preferiram inserir a personagem na I Guerra Mundial ao invés da II, que é quando ela foi criada nos quadrinhos. Não me pergunte porquê, mas a verdade é que como são poucos os filmes passados nesse período (comparando com o tanto de filme de II Guerra), pra mim foi uma mudança bem-vinda. Diana é interpretada com ingenuidade e solenidade por Gal Gadot, que já tinha interpretado uma versão mais calejada da mesma em BVS. Para mim, nunca haverá uma Mulher Maravilha mais maravilhosa do que Linda Carter, mas estaria mentindo se dissesse que Gal não sai bem aqui. Com seu porte e presença de tela, faz frente a um veterano como Chris Pine e deixa sua marca. As cenas de ação são muito boas, a mulher bota pra quebrar sem nunca precisar recorrer a homem nenhum para protegê-la. A mensagem é bem clara: essa é uma guerreira que não está na Liga apenas por seu rostinho bonito. O desenho de produção, com as imagens idílicas na ilha e a recriação de época do início da década passada também merecem uma menção. O roteiro é apenas correto e nunca chega a, com o perdão do trocadilho, nos maravilhar, mas o filme faz tudo que ele precisa fazer, ao meu ver: apresenta a origem da Mulher Maravilha, a estabelece como uma “embaixadora da paz” de Themyscira, parte integral da personagem, mostra uma parte do que foi o tal “século de horrores” que ela presenciou antes dos eventos de BVS, e deixa a porta aberta para novas aventuras mas sem a obrigatoriedade dos filmes que buscam “construir um universo”. Apenas correto, sem exageros, mas um filme respeitável e respeitador.

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