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ESPECIAL A Múmia

28/07/2017

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A Múmia – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

No final dos anos 90, Brendan Fraser e seu “A Múmia” tomaram os cinemas de assalto, competindo com outro sucesso-surpresa, Matrix, e o peso-pesado Star Wars Ep. I. O motivo para isso foi a combinação acertada de ação, terror e comédia, e as doses desmedidas de aventura, que não se via desde os filmes de Indiana Jones. Com isso, ressuscitaram (sem trocadilho) uma franquia da década de 30(!), deram-lhe novo fôlego, geraram continuações e uma excelente atração nos parques da Universal Studios. Nada mal para um ser empoeirado dos tempos do faraó. Tudo está no seu lugar nesse filme: Fraser, com as caras e bocas de seu Rick O’ Connell, Rachel Weisz, a linda, inocente, mas determinada bibliotecária Evelyn, Arnold Vosloo no papel de sua vida como o sacerdote/múmia Imhotep, John Hannah como o irmão picareta de Evelyn, e por aí vai. A trilha de Jerry Goldsmith dá o pedigree de épico hollywoodiano, e o diretor Stephen Sommers amarra tudo isso admiravelmente. Na época, ainda foi elogiado pelos efeitos visuais, mas hoje em dia, seu CGI envelheceu mal. Mas tudo bem, o filme ainda se sustenta. Sério mesmo, é pra lá de dinâmico e descompromissado, diversão garantida ou seus escaravelhos dourados de volta.

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O Retorno da Múmia – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Com o sucesso de sua descompromissada aventura, a inevitável continuação colocou o diretor Stephen Sommers ousando um pouco mais: mais ação, mais aventura, mais personagens, mais sub-tramas… parece excessivo? E é. Continua bem divertido, não me entenda mal, mas não tem o frescor e a ousadia do primeiro. Ajudou a mostrar também que o diretor é bem competente e capaz, desde que permaneça focado. Quando quer fazer de tudo, não se sai muito bem (mas quem se sai, afinal?). A trama mostra a re-ressurreição (?!) de Imhotep, e desta vez, ele está acompanhado da moça que é a reencarnação de sua amada do Egito. Oi? É, é isso mesmo. E pra complicar, Rick e Evelyn agora são um casal e tem um filho, então ainda há um sabor familiar na aventura. Como se não bastasse, o filme ainda dá um jeito de inserir um novo personagem: O Escorpião Rei, veículo para o então-novo-astro da Luta Livre, Dwayne “The Rock” Johnson. Uau! Parece mesmo milhares de anos atrás… Como eu disse, quase tão divertido quanto o anterior, mas estranhamente, com efeitos visuais piores. Estranho, não é? Essas coisas deviam evoluir com o passar dos anos. Mas temos os clássicos “bonecões” digitais que parecem cartoons, e uma inominável versão em CGI do The Rock ao fim do filme, que sempre figura em listas de “piores efeitos especiais de todos os tempos”. Acaba virando uma atração à parte.

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Escorpião Rei – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Conforme adiantei, o personagem do Escorpião Rei já foi criado pensando num filme solo para The Rock, um astro em ascensão na época. E não demorou para vir. Visualmente, nota-se que é um filhote da franquia da Múmia, com todos os tons de bege e laranja, mas tematicamente, é bem diferente: imagine um Conan censura 13 anos, alguns anos antes de Jason Momoa. Pois é isso: Mathayus é um dos últimos guerreiros de sua raça, e é incumbido de sequestrar a feiticeira que ajuda um exército invasor a destruir quem estiver no caminho. Claro que ele e a feiticeira vão se apaixonar, e por aí vai… também é divertido, mas vale dizer que é um filme bem inferior aos da Múmia, então não se pode dizer que quem curtiu aqueles filmes necessariamente aproveitará esse aqui. O desenho de produção é bem cuidado, o elenco é bacana, a ação é boa, mas uma coisa que incomoda demais são as gírias modernas, que pra mim, pelo menos, quebravam todo o clima de épico antigo do filme. E ainda serve como documento histórico do cinema, o primeiro grande sucesso de The Rock nas telonas. Seria o primeiro de muitos…

OBS: Não resenharei o terceiro filme, “Múmia: Tumba do Imperador Dragão”, o qual não vi. Motivos tem vários: 1 – Achei uma continuação desnecessária, 2 – Mudam a Múmia de egípcia pra chinesa, como se os vilões fossem intercambiáveis e com isso, inconsequentes, e 3 – Substituíram a Rachel Weisz na cara dura, como se ela não fosse tão importante para a franquia quanto o Fraser. Bom, pra mim ela é, então por essas e por outras, não quis perder meu tempo. Sinto muito por qualquer inconveniência.

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