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GLOW

29/07/2017

GLOW

GLOW – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

OK, antes de fazer a crítica propriamente dita, gostaria de relatar como foi minha história com essa série. Espero contar com vossa paciência, pois foi uma experiência singular. A primeira coisa que ouvi dessa série é que seria um novo show chamado GLOW, sigla de Glorious Ladies of Wrestling. Whoa! Luta Livre com mulheres? Legal. Daí, li que era baseado num programa real dos anos 80(!), e que as lutadoras cantavam um rap antes de subir ao ringue(!!!). Putz! Por fim, li que era uma produção do Netflix e que entraria logo na grade. Bom, quando entrou, desnecessário dizer que parti logo pra uma maratona. E a série tinha sim, um pouco de tudo aquilo que tinha me atraído e que descrevi aí em cima, mas tinha mais! Tinha coisas que eu não esperava: um elenco feminino genial, de todas as raças e tipos, não necessariamente preocupado em se adequar a estereótipos ou padrões de beleza vigentes. Um personagem completamente detestável, Sam, o empresário das garotas, um ser sem quaisquer qualidades redentoras. Ficava esperando algum momento em que eles iam contar algo que faria com que nós, espectadores, simpatizassem com ele. Nope! Nunca rola. Dá pra ter pena, talvez? Mas simpatizar não… achei corajoso. Por fim, a Luta Livre ficou em último plano, mas não liguei porque o drama dessas personagens era interessante por si só. Claro que eventualmente a luta vem, e é legal. Mas deixa de ser o principal. Digamos que, assim como a entediada plateia do primeiro programa filmado, eu vim pela luta, e fiquei pelas garotas, e suas histórias. E agora aguardo uma 2a temporada, que espero que não demore…

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A Múmia

29/07/2017

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A Múmia – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Era questão de tempo até revitalizarem essa franquia, mas admito que a escalação de Tom Cruise foi uma surpresa. Sempre vi os filmes da Múmia como um lado B dos blockbusters de verão (se é que isso faz algum sentido). Mas com o aval de Tom, há o potencial de ser algo mais. E é! Um filme que tinha tudo pra ser MAIS UM remake genérico, mas consegue oferecer cenas de ação que fogem do comum, em cenários fora do padrão, e com cenas e premissas que podem te surpreender (com certeza surpreenderam a mim). Ainda por cima, uma bela fotografia e boa trilha sonora. Não vou mentir, me diverti demais com esse filme. Com uma temática um pouco mais séria (apesar de ter seus momentos cômicos), o filme não lembra muito as aventuras de Brendan Fraser e Rachel Weisz, mas fazem jus às mesmas, com o mesmo nível de ação. A Múmia de Sofia Boutella é interessante, ela consegue trazer um certo sex-appeal para uma personagem que essencialmente é um zumbi enfaixado, isso deve contar pra alguma coisa! Quanto às sementes para o dito “Dark Universe” que a Universal quer formar (e que agora ninguém sabe se vai rolar, porque esse filme não fez grana!), curti demais, e topo, se ainda for rolar. O Dr. Jekyll de Russell Crowe ficou excelente, e trouxe um nível a mais para o filme. A única coisa que não curti foram as visões cômicas do amigo morto, à la “Um Lobisomem Americano em Londres”. Não funcionou para mim. O relacionamento de Tom com a mocinha também foi meio sem-sal, o que é uma falha, considerando que o 3o ato depende totalmente dele.  Mas seja como for, me diverti demais, gostaria de ver mais dessa franquia, sinceramente espero que façam mais, se for nessa vibe. É uma franquia que eu apoiaria sem problemas.

ESPECIAL A Múmia

28/07/2017

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A Múmia – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

No final dos anos 90, Brendan Fraser e seu “A Múmia” tomaram os cinemas de assalto, competindo com outro sucesso-surpresa, Matrix, e o peso-pesado Star Wars Ep. I. O motivo para isso foi a combinação acertada de ação, terror e comédia, e as doses desmedidas de aventura, que não se via desde os filmes de Indiana Jones. Com isso, ressuscitaram (sem trocadilho) uma franquia da década de 30(!), deram-lhe novo fôlego, geraram continuações e uma excelente atração nos parques da Universal Studios. Nada mal para um ser empoeirado dos tempos do faraó. Tudo está no seu lugar nesse filme: Fraser, com as caras e bocas de seu Rick O’ Connell, Rachel Weisz, a linda, inocente, mas determinada bibliotecária Evelyn, Arnold Vosloo no papel de sua vida como o sacerdote/múmia Imhotep, John Hannah como o irmão picareta de Evelyn, e por aí vai. A trilha de Jerry Goldsmith dá o pedigree de épico hollywoodiano, e o diretor Stephen Sommers amarra tudo isso admiravelmente. Na época, ainda foi elogiado pelos efeitos visuais, mas hoje em dia, seu CGI envelheceu mal. Mas tudo bem, o filme ainda se sustenta. Sério mesmo, é pra lá de dinâmico e descompromissado, diversão garantida ou seus escaravelhos dourados de volta.

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O Retorno da Múmia – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Com o sucesso de sua descompromissada aventura, a inevitável continuação colocou o diretor Stephen Sommers ousando um pouco mais: mais ação, mais aventura, mais personagens, mais sub-tramas… parece excessivo? E é. Continua bem divertido, não me entenda mal, mas não tem o frescor e a ousadia do primeiro. Ajudou a mostrar também que o diretor é bem competente e capaz, desde que permaneça focado. Quando quer fazer de tudo, não se sai muito bem (mas quem se sai, afinal?). A trama mostra a re-ressurreição (?!) de Imhotep, e desta vez, ele está acompanhado da moça que é a reencarnação de sua amada do Egito. Oi? É, é isso mesmo. E pra complicar, Rick e Evelyn agora são um casal e tem um filho, então ainda há um sabor familiar na aventura. Como se não bastasse, o filme ainda dá um jeito de inserir um novo personagem: O Escorpião Rei, veículo para o então-novo-astro da Luta Livre, Dwayne “The Rock” Johnson. Uau! Parece mesmo milhares de anos atrás… Como eu disse, quase tão divertido quanto o anterior, mas estranhamente, com efeitos visuais piores. Estranho, não é? Essas coisas deviam evoluir com o passar dos anos. Mas temos os clássicos “bonecões” digitais que parecem cartoons, e uma inominável versão em CGI do The Rock ao fim do filme, que sempre figura em listas de “piores efeitos especiais de todos os tempos”. Acaba virando uma atração à parte.

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Escorpião Rei – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Conforme adiantei, o personagem do Escorpião Rei já foi criado pensando num filme solo para The Rock, um astro em ascensão na época. E não demorou para vir. Visualmente, nota-se que é um filhote da franquia da Múmia, com todos os tons de bege e laranja, mas tematicamente, é bem diferente: imagine um Conan censura 13 anos, alguns anos antes de Jason Momoa. Pois é isso: Mathayus é um dos últimos guerreiros de sua raça, e é incumbido de sequestrar a feiticeira que ajuda um exército invasor a destruir quem estiver no caminho. Claro que ele e a feiticeira vão se apaixonar, e por aí vai… também é divertido, mas vale dizer que é um filme bem inferior aos da Múmia, então não se pode dizer que quem curtiu aqueles filmes necessariamente aproveitará esse aqui. O desenho de produção é bem cuidado, o elenco é bacana, a ação é boa, mas uma coisa que incomoda demais são as gírias modernas, que pra mim, pelo menos, quebravam todo o clima de épico antigo do filme. E ainda serve como documento histórico do cinema, o primeiro grande sucesso de The Rock nas telonas. Seria o primeiro de muitos…

OBS: Não resenharei o terceiro filme, “Múmia: Tumba do Imperador Dragão”, o qual não vi. Motivos tem vários: 1 – Achei uma continuação desnecessária, 2 – Mudam a Múmia de egípcia pra chinesa, como se os vilões fossem intercambiáveis e com isso, inconsequentes, e 3 – Substituíram a Rachel Weisz na cara dura, como se ela não fosse tão importante para a franquia quanto o Fraser. Bom, pra mim ela é, então por essas e por outras, não quis perder meu tempo. Sinto muito por qualquer inconveniência.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

08/07/2017

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Homem-Aranha: De Volta ao Lar – por Lucas Veloso canecacanecacanecacaneca

Vou começar essa crítica dizendo: não sei se esse é o melhor filme do Homem-Aranha… mas com certeza, é o mais divertido! Tom Holland, com uma grande ajuda do Marvel Studios (pela primeira vez com controle criativo total sobre o Aranha) nos faz lembrar porque o Homem-Aranha é o herói mais popular do mundo. Nessa versão, ele é engraçado, heróico, de bom coração e um tanto ingênuo, visto que ainda está no colegial (um período que os outros filmes trataram de deixar pra trás rapidinho). Podemos observar seu amadurecimento, e consequentemente, vemos o herói em situações diferentes das dos outros filmes. Não apenas isso, como ele é mais “verde”, suas interações com os vilões são mais intensas, visto que eles surgem assustadores para um menino de 15 anos. Principalmente o Abutre. O Abutre, cara… Michael Keaton, meu Batman preferido, e também Birdman, se mantém alado como Adrian Toomes, um vilão que vem do proletariado, e com ajuda do carisma do astro, faz com que nos identifiquemos com sua causa. Mas nas cenas de ação, caramba. Um vilão implacável. Todo o elenco jovem é interessantíssimo, e aqui vem uma das críticas ao filme, que senti que eles aparecem pouco. Mas critico apenas porque gostei tanto de Ned, Flash, Michelle e Liz, que gostaria que tivessem mais tempo de tela. A Tia May de Marisa Tomei também se destaca entre o elenco adulto, gostei muito da atuação dela. E maldita seja, Marvel, por me deixar atraído pela Tia May! O filme se encaixa suavemente no universo cinematográfico da Marvel, com presenças do Homem-de-Ferro e Capitão América (em vídeos motivacionais hilários) e diversas menções a outros personagens e eventos. Mas o espaço aqui é do Aranha: ele fica mais no Queens e nunca chega a ir a Manhattan. O filme deixa claro que esse jovem herói ainda está “estagiando” nesse mundo fantástico. O que apenas me deixa mais ansioso para as continuações. Senti o ritmo um pouco acelerado, como se algumas passagens ficassem muito corridas. Por exemplo, o “romance” entre Peter e Liz é uma piada. Não é dado muito tempo para se desenvolver, mas talvez porque não queriam focar tanto no romance, já que as duas últimas encarnações do personagem batiam pesado nessa tecla. De volta ao que falei no começo: é o melhor? Não sei. É a melhor caracterização do personagem, sim, e um bom filme. Mas acho que o melhor desse filme é saber que Peter Parker e seu alter-ego estão em boas mãos. As melhores. Que se importam e celebram o personagem tanto quanto os fãs. Bem-vindo ao lar, Aranha. De onde nunca deveria ter saído.

Lego Batman: O Filme

30/06/2017

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Lego Batman: O Filme – por Lucas Veloso canecacaneca

Putz, cara… lá vou eu, ser “aquele cara”: o idoso. O estraga-festas. O inconveniente. Jogar areia na diversão dos outros. Mas a despeito do que todo mundo falou, Lego Batman, “o filme mais genial do Batman”, “Uma carta de amor ao personagem”, NÃO me cativou. Olha, cara… é difícil pra mim falar mal de um produto que mostra tanto carinho ao personagem, seja nas diversas encarnações do Batmóvel que eles colocaram na batcaverna, seja nos intermináveis easter eggs para os mega-fãs, seja na atuação empolgada de todos os atores envolvidos, seja na celebração do fenômeno que é Batman, seja no Bane imitando o falsete de Tom Hardy… tem muita coisa para amar nesse filme. O problema é que é o que é: um comercial de uma hora e meia de Lego, e não tem muita história, poderíamos ter visto tudo isso que já mencionei num período menor de tempo. E seguindo o estilo de “Uma Aventura Lego”, esses filmes são uma máquina de fazer meninos hiperativos. É tipo cores, cores, cores, luzes, luzes, luzes, movimento o tempo todo, é como se estivéssemos recompensando as crianças que não conseguem prestar atenção por mais de 5 minutos ao fornecer estímulos o tempo todo. E mais: se for pra exaltar o tanto que o Batman é O CARA, eu ainda prefiro essa animação (não assista se não tiver pelo menos 14 anos). Lego Batman tem UMA cena fantástica, genial, que na minha opinião pode figurar no panteão de melhores cenas do Batman de todos os tempos, e é aquela em que Batman explica sua relação com o Coringa. É uma coisa que mesmo fãs podem não ter se dado conta, mas faz total sentido, e a forma com que o Batman explica para o palhaço do crime é simplesmente hilária. Lego é bacana, Batman é mais bacana ainda, mas vou preferir as pequenas doses dos curtas do Netflix.

O Círculo

30/06/2017

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O Círculo – por Daniel Mazzochi caneca

Qualquer um que esteve em uma sala de cinema, recentemente, se deparou com o chamativo trailer de “O Círculo”. É uma receita fadada ao sucesso. Afinal, temos o eterno queridinho das telonas, Tom Hanks. Ao seu lado, a nova galinha dos ovos de ouro, Emma Watson, que passou 20 anos à sombra da bruxinha e agora dispara para conquistar o mundo como uma atriz madura, como mulher. A propósito, os mesmos 20 anos que Ellar Coltrane, que aqui interpreta Mercer, levou para “crescer” em Boyhood e alcançar as 12 falas que teve neste filme. Ainda bem. Sua atuação apesar de pequena, lhe renderia o próximo protagonista de Malhação. E sim, Emma seria seu par romântico. Afinal, a entrega é tão ruim quanto. O tema… bem… uma rede social/empresa capaz de conectar o mundo, achar desaparecidos, resolver problemas do dia-a-dia, criar intrigas, exibir privacidade, revelar intimidades. Não. Não estou falando desta ferramenta a qual você me lê, neste momento. Estou falando do Círculo. Uma caricatura da Apple, mesclada ao estereótipo Facebookiano. Tom Hanks aqui é o “Jobs”. Um antagonista que se camufla em simpatia e hora nenhuma esboça trejeitos de vilão. Confuso, né? Nem tanto quanto a cabeça da Mae (Emma), a protagonista. Uma figura apática, perdida no que é realmente relevante para ela, mas… mesmo assim… possui o poder sobrenatural de ganhar a confiança das pessoas de forma meteórica. Aliás… como tudo no filme. O tempo passa na velocidade da luz. Dias, semanas, meses saltam de forma frenética, tentando apresentar elementos para explicar o péssimo roteiro. Por exemplo, assim, do nada, decidem que a experiente canoísta Mae, se tornou uma aventureira inconsequente que rouba um caiaque e se joga em alto-mar, à noite, em uma absurda neblina. Uma cena jogada ao vento, apenas para dar sequência à trama que viria a seguir. E o filme segue assim, saltando capítulos, enaltecendo figuras apagadas, aplicando bordões e criando uma tremenda lambança que não leva a nenhuma resolução. Com destaque para pior cena de perseguição seguida de tragédia da história do cinema. Quase tão “brilhante” quanto a queda do helicóptero de Mr. Grey naqueles 50 tons de desperdício de tempo. O filme trabalha a futilidade do mundo virtual que vivemos de forma ainda mais fútil. Subestima a inteligência do espectador e assume que estamos criando uma geração de idiotas manipuláveis. Honestamente, não me lembro de ter tido uma decepção tão grande no cinema nos últimos anos. Nem o Oscar da Gwyneth foi tão broxante. Penso que Tom Hanks devia algum favor ao diretor para ter aceitado esse papel. Bill Paxton é uma das únicas figuras humanas nesse filme e entregou o papel com precisão. Uma pena ele ter falecido antes de saber que somente ele salvaria neste filme. Mentira, o Hanks tá bem também…mas ele apareceu “tantas vezes”, que quase me esqueço de dizer que ele atuou legalzinho. O Círculo deveria ter 40 minutos e estar entre os novos episódios de Black Mirror, afinal, é isso que tentam ser. Porém, se fosse esse o primeiro episódio da quarta temporada…eu temeria pelo pior. Digno de 1 estrela/caneca. Uma péssima execução, para uma ideia potencialmente boa. “Sad but true”.

Turbokid

04/06/2017

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Turbokid – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

A nostalgia é real! Não apenas revisitar temas e tendências dos anos 80/90, mas a moda atual é fazer filmes que se parecem tanto com os produtos daquela época, que você quase poderia ser perdoado por pensar que são mesmo filmes perdidos que foram encontrados apenas recentemente. Entram nessa lista “Kung Fury”, “Stranger Things”… e a lista só cresce. Mas, ei… sendo eu mesmo um nostálgico, não reclamo. Turbokid bebe direto na fonte de Mad Max, mas tem um pouco dos “filmes de amizade” da época (“Os Goonies”, “Conta Comigo”, etc…), ao contar a história de um garoto que tenta sobreviver num desolado pós-apocalipse, quando encontra uma nova amiga. Quando ela é sequestrada, ele resolve encarnar seu antigo super-herói Turbo Rider para salvá-la. O filme é extremamente curioso, pois apresenta uma filmagem e design de produção que como citei, poderiam ter sido feitos nos anos 80, incluindo aí a obrigatória trilha sonora de sintetizadores. A violência também é excessiva, como era o padrão também. Mas o filme se sobressai é no coração… e não quero dizer órgãos arrancados de corpos, que tem bastante… mas o núcleo emocional mesmo. O casal de atores principais é extremamente carismático e é fácil torcer por eles. E embora siga o padrão oitentista, o filme não se contenta apenas com isso, oferecendo uma surpresa no enredo aqui e ali. É divertido, e vale conferir, principalmente se você é um dos órfãos da “década perdida”.