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Blade Runner 2049

06/10/2017

BR2049

Blade Runner 2049 – por Lucas Veloso canecacanecacaneca

Cara, expectativa era mato pra esse lançamento… fiquei realmente nervoso ao ir pro cinema. Não porque esperava muita coisa, mas pelo medo deles avacalharem com esse que é considerado um dos marcos da ficção científica. Pois bem… como se sai o promissor diretor Denis Villeneuve? Se sai bem. Mas mais sobre isso depois. A trama do filme retoma a história 30 anos depois da fuga de Deckard (Harrison Ford). O policial K (Ryan Gosling) precisa encontrá-lo para resolver um mistério que pode mudar a humanidade. Sem mais. Falar mais é estragar o filme. Existem surpresas aqui que você deve descobrir por conta própria. Em termos gerais, posso dizer que o filme é extremamente respeitoso com a mitologia criada em “Blade Runner”, e é um bom filme de ficção/investigação policial por si só. Os visuais são geniais, diferentes do filme original, mas ainda assim, surpreendentes. Destaque para os vários cenários reais construídos para o filme, ao invés de só encher a tela de CG. Minha única reclamação sobre os visuais é que quis ver mais da LA de 2049, e ver como ela mudou desde 2019, mas foram poucas cenas passadas na metrópole. Entendo, claro, é uma outra história, passada em outros cenários, mas gostaria de ter visto mais. Também é divertido ver a evolução nas armas e veículos, todos parecem extensões naturais de suas encarnações originais. O elenco escolhido é também inspirado, com escolhas distintas e nem sempre esperadas, tanto para humanos quanto replicantes. Mas todos se saem bem, mesmo os que tem pouco tempo de tela. Harrison Ford surge como coadjuvante de Gosling, não deixe o poster e os trailers te enganarem. Mas faz seu papel muito bem. Fiquei até surpreso, ele realmente pareceu investido no personagem, ao invés do “piloto automático” que tem acometido algumas de suas atuações ultimamente. O que é irônico, pois sempre foi colocado que ele não era muito fã de Blade Runner, tendo penado nas mãos de Ridley Scott no original. Veredito final: Um filme correto e bem-intencionado do diretor Villeneuve, tentando justificar sua existência com reverência, pisando em ovos e se sujeitando aos fãs, mas com algumas coisas novas a mostrar. Chega aos pés do original? Claro que não. Mas verdade seja dita, nem Ridley Scott conseguiu esse feito em seus filmes seguintes. É uma confluência de diferentes fatores num determinado tempo que fazem um clássico. E muitas vezes, é um evento único.

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